Sinhô devogado

Homenagem a Ruy Medeiros

 

De riba do meu direito eu não retiro o pé

Pra me fazer justiça eu minto

 

Faço um roçado pra longe

Faço um roçado pra perto

Queimo tudo pro lado do vento

que escapar do nariz do lazarento

 

Planto no meio do mato o andú e a bananeira

Cravo cada mourão antigo…

Do tempo das cercas da vitória de conquista

 

Aprende uma lição dotô devogado

De riba do meu eu não afasto um parmo

 

Mourão antigo. FONTE: Eduardo Lara SAMBA PHOTO

Rio de Janeiro, 21 de março de 2015

 

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